Samuel no RJ

De passagem pelo Brasil e a vida em Paris

Novembro de 2012, passados 6 meses que havíamos chegado a Paris, planejamos viajar para o Brasil, aproveitando as nossas passagens “de volta”.

A vida em Paris estava se estabilizando, mas a nossa vida só começou a andar mesmo, quando consegui tirar um documento chamado: Carte Vitale. Aproveitei o período de três meses em que trabalhei no receptivo para dar entrada no documento.

Vitale

Sobre o Carte Vitale: literalmente a sua vida só começa quando você tira essa carta aqui na França, por que nela tem o seu número de saúde, tem um número equivalente ao CPF do Brasil e por meio desse documento você tem alguns direitos assegurados, como por exemplo, o direito a indenizações trabalhistas, se você tiver um acidente de trabalho. Tudo é dentro dessa carta e você só tira essa carta depois de trabalhar oficialmente durante 3 meses, ou seja, traduzindo para o Brasil, seria como ter que trabalhar durante 3 meses de carteira assinada.

Quando nós viemos para Paris compramos passagem de ida e de volta, porque fica mais barato comprar dessa forma do que apenas ida, então tínhamos as passagens de volta e questões a serem resolvida no Brasil, unimos o útil ao agradável.

Samuel com a mamãe
Samuel com a mamãe

Nossa viagem seria no mês de dezembro – consegui dar uma protelada e joguei a passagem para o meio de dezembro – e nós fomos ao Brasil resolver as coisas, por que quando decidimos sair do Brasil, escolhemos Paris como um teste, tentaríamos a vida, se não desse certo em 6 meses voltaríamos e firmaríamos nossas vidas no Rio de Janeiro, afinal de contas as passagens de volta já estavam compradas, mas graças a Deus as coisas se encaixaram nesse período.

Samuel
Samuel

7 meses depois da nossa mudança, voltamos ao Brasil.

Todo mundo cheio de saudades, perguntando:

Como ? Tudo tranquilo? E nós respondendo: claro, tudo tranquilo!

Ah passando sufoco? E nós, não tudo se encaminhando.

Mal sabiam o que havíamos passado nesses meses, mas claro que não íamos contar para a família o que realmente se passava, senão eles não nos deixariam voltar para Paris. Nós voltamos para o Brasil ambos bastante magros, devido ao estresse da adaptação a outro país, motivos não nos faltavam, como por exemplo, a correria para resolver a vida por lá, a procura por trabalho e apartamento eram alguns dos motivos, mas logo o pessoal olhava para nós e achavam que estávamos passando fome ou comendo mal, mas não era esse ponto, as pessoas não sabiam que passamos uns perrengues – como comentei nesse post aqui – mas não tinha nada a ver com passar fome ou necessidades.

Contar para família as situações que passamos só deixaria eles ainda mais preocupados, então preferimos poupá-los, afinal, desde quando planejamos nossa mudança sabíamos que o começo não seria nada fácil.

Resolvemos todas as pendências que tínhamos no Brasil, matamos as saudades da família e voltamos para casa, de volta a nossa rotina

A vida estabilizou.

Samuel no cercadinho
Terrorista no cercadinho

Para vocês terem uma ideia de como era o apartamento em que vivíamos (algumas fotos logo acima), imagine um espaço de 30m² com um quarto e sala, cozinha e banheiro, tudo conjugado. 5º andar sem elevador e sem calefação central – a calefação era aquela que você coloca na tomada, um terror aquilo – para ter água quente na torneira, primeiro a água passava por uma caldeira que ficava embaixo de uma pia e era bem pequenininha, ou seja, eu tomava banho e em seguida a Dany não podia tomar, por que não dava vazão e o banho não podia ser demorado por que não tinha muita água quente, devido ao tamanho da caldeira.

Em compensação a localização era em uma área boa, por trás das Galeries Lafayette mais ou menos, lá foi nosso ninho, nossa estabilidade, mas não era legal, era precário, ainda mais no inverno.

Moramos nesse apartamento até 2014, quando a família aumentaria ainda mais e eu entraria no ramo do turismo.

-> Continua no próximo post…

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