Família no estúdio em Paris

Vida nova em Paris

Para relembrar, no post anterior contei que havíamos acabado de nos mudar do apartamento da portuguesa para um estúdio: um espaço só nosso.

Depois de meses morando em um quarto com um bebê, essa foi uma das nossas primeiras pequenas conquistas, juntamente com meu primeiro emprego – consegui trabalho no escritório de  um receptivo – que possibilitou essa mudança, pois como comentei nesse post aqui, o estúdio para qual nos mudamos, era da dona do trabalho que eu havia arranjado.

Samuel
Samuel

Quando parecia que a nossa vida ia entrar numa calmaria, num mar de ondas pequenas, descubro que a dona do estúdio/ receptivo era simplesmente uma lunática – parece que a gente é “para-raios de maluco” rsrs – essa senhora gritava e xingava os funcionários, um verdadeiro assédio moral. Depois de apenas 3 meses nesse emprego, sem aguentar mais essa situação, falei para ela que não estava na França para isso – só que eu estava morando no apartamento dela – então quando fui falar que não iria mais trabalhar com ela, qual foi a atitude dela? “Tá bom, me entrega a chave do meu apartamento.”

Nós com um bebê agora com 9 meses – em novembro de 2012 – quando achamos que íamos ter um apartamento pra gente e um emprego fixo, tudo desmoronou novamente. Isso é o primeiro ano no exterior, uma montanha russa de incertezas, principalmente se você vem procurando por emprego e moradia, como nós.

Acredite, quando você vem com emprego fixo já certo, muitas coisas melhoram.

Nossa situação já não estava fácil e ainda tinha a questão do aprendizado da língua francesa, com todo esse turbilhão de coisas acontecendo, não tinha conseguido me inscrever em um curso e não seria neste momento que poderia me dedicar a isso, precisava primeiro conseguir um emprego e um novo lar para nós.

Samuel comendo pão árabe
Samuel comendo pão árabe

Já havia comentado em posts anteriores que viemos para Paris sem ter família por aqui, entretanto tínhamos uma conhecida, que era filha de uma paciente minha do Rio de Janeiro: Cecília, que morava aqui na época há 7 anos. Assim que cheguei, já estávamos em contato e alguns meses depois ela me falou sobre uma vaga, no hotel em que ela trabalhava: estavam precisando de uma pessoa para trabalhar no café da manhã. Precisando de um novo emprego, ela me colocou em contato com a diretora do hotel e fiz uma entrevista na sexta-feira, com um novo emprego garantido, pedi para sair do receptivo.

No sábado e domingo seguintes a entrevista,  comecei a treinar no café da manhã e na segunda-feira comecei a trabalhar no hotel. Essa oportunidade caiu do céu, com a ajuda da Cecília, que foi espetacular.

Com o emprego novo, precisávamos de um novo lugar para morar.

Na época, a Cecília estava voltando para o Brasil, então ela encaixou a gente no estúdio em que ela morava, isso era novembro e em dezembro ela voltaria para o Brasil, então ela nos colocou em contato com a dona do estúdio – uma senhora que era da Bósnia – chamada Sada, muito gente boa – até hoje temos contato com ela – expliquei que tinha algumas economias, que era dentista no Brasil e apesar de estar ganhando um salário horrível na época, ela nos aceitou como inquilinos.

Samuel com a mamãe
Samuel com a mamãe, já no apartamento da Sra. da Bósnia, ela tinha ido ao Brasil e tinha trazido a rede das fotos.

Posso dizer que esse foi o momento que realmente nossa vida estabilizou, quando consegui emprego nesse hotel, as coisas começar a se ajeitar e essa foi a porta para todas as outras conquistas que viriam pela frente.

O caminho não é fácil, mas sempre corremos atrás com a esperança de que no final daria tudo certo.

-> Continua na próxima semana.

Dica: se você está querendo alugar um apartamento em Paris e não sabe por onde começar, um dos sites mais usados por aqui para esse fim é o http://www.pap.fr/

Acompanhe meu dia a dia pelo instagram @dicas_de_paris ou se estiverem vindo para Paris e quiserem fazer um orçamento, não hesite em me contatar pelo Whatsapp: +33 6 20 88 50 22​⁠​

4 comentários sobre “Vida nova em Paris

  1. Oi DANIEL, estou amando ler sua empreitada. Estou querendo fazer o mesmo e estou com algumas duvidas: vc entrou em Paris com qual visto se não tinha emprego, nem moradia permanente? Tb não terei e não conheço ninguém ai. Sou uma psicóloga e professora universitária que acabou de se aposentar e que perdeu toda familia. Não tenho mais nada que me prenda nesse país a não ser 4 cachorros bem idosos. Então assim que eles morrerem, vou embora daqui (RJ) para viver em Paris. Já estou me organizando e vendendo alguns bens para ficar mais fácil partir. Gostaria de, acompanhando vc nesse blog, ter dicas de qual visto tirar e como achar um studio para começar essa minha empreitada. Ja estou estudando Francês para ir me animando e ajudar minha chegada ai. Vou lhe adicionar no watsap para pedir algumas dicas de orçamento.

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    1. Olá Ana. Que coincidência. Posso te ajudar com tudo. Principalmente na questao do visto. Estou montando uma empresa em Portugal para tratar disso. Meu zap é +33620885022

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